Depois que os epistemólogos (KANT et alli) estabeleceram que todo o nosso conhecimento é fruto de nossos conceitos, não há como excluir o mundo exterior da matéria de sua natureza virtual, de tal forma que a sua colocação como que se opondo ao mundo espiritual resulta como uma falácia que devemos evitar. Dessa forma, tudo o que nós concluímos da Natureza são apenas conceitos que nossa mente cria, no afã de compreender nossa realidade existencial.
Água e simbolismo místico
É lamentável que a cultura moderna tenha perdido o sentido místico da água, este líquido tão precioso em nossas vidas, o que não acontecia nos milhares de séculos que nos precederam, pois sua presença, no mundo natural, representa uma originalidade insubstituível como uma substância dotada de propriedades sobrenaturais.

Bem-aventurados os pobres em espírito
Os pobres em espírito são como as crianças, que não apresentam nenhuma preocupação, ou como os adultos, em sua aceitação incondicional às exigências da fé. No Sermão da Montanha, São Mateus (5,3-12) coloca as bem-aventuranças como uma síntese dos ideários de CRISTO ao propor, aos seus discípulos, os verdadeiros caminhos da salvação, neste mundo eivado de ganância e egoísmo. São mensagens claras, mas verdadeiramente revolucionárias. O Papa Bento XVI em sua obra Jesus de Nazaré (SP, Ed Planeta do Brasil, 2007) nos dá importantes contribuições na elucidação dos sentidos que as expressões pretendem atingir.

Santo Antão
Espírito universal
Os cientistas atuais cada vez mais estão se convencendo de que a organização do Universo não se deu apenas por pressupostos aleatórios, mas teve a necessidade da interferência de um Princípio energético e Informativo necessário para que ele conseguisse se conduzir. Pois desde o seu início, há quinze bilhões de anos, ele passou por inúmeras condições de inviabilidade que a ciência pôde contatar, não fosse a presença constante de Algo Transcendente que o pudesse guiar.

Metaversos do saber
KANT, professor de Lógica, célebre pensador alemão que viveu no sec XVIII, sentiu a diferença que existe entre aquilo que nós percebemos pelos nossos cinco sentidos, que ele chamou de fenômeno, consolidando o sentido da palavra grega, phainomenon, como aquilo que aparece, reservando a palavra nôumenon para a essência ou o que a coisa é (o nous de ANAXÁGORAS).

Immanuel Kant
Arqué e o nous de Anaxágoras
Dentre os filósofos pré-socráticos, ANAXÁGORAS de Clazômenas (sec V a. C), foi o primeiro a conceber que a transformação do caos em cosmos se deu pela ação de uma força organizadora (arqué) que ele denominou o nous, palavra sânscrita que significa ESPÍRITO. Sem dúvida, podemos constatar, pela ciência, que a ordem reinante no Universo, é cercada por um mistério transformador, só concebível se ficarmos convencidos de que ela só ocorreu, de uma forma inusitada, inesperada, transformando as homeomerias ou átomos em macrocosmo.

Anaxágoras
Eclosões de imortalidade
Segundo o pensador neoplatônico PLOTINO (séc. III d. C), a unidade (UNO) se encontra envolvida numa experiência mística refletindo perenidade, por ser indivisível. Sem dúvida, podemos constatar isto também no microcosmo, dentro do qual as micropartículas são eternas, por serem indivisíveis em suas ondulações, tornando também nosso corpo imortal, formado de átomos que são.

Plotino
Nossas origens trigênicas
Na cultura ocidental, apesar de seu avanço tecnológico, o ser humano vive atropelado por dilemas existenciais que são insuperáveis, por se situarem numa dimensão que se coloca além das soluções naturais. Dessa forma, os apelos insistentes por algo superior estão sempre presentes, garantindo assim nossa confiança numa dimensão ínsita em todo o Universo, tendo por base a presença, em escala descendente, de uma Trindade Divina (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo). Ao contrário, em escala ascendente, temos em nossa natureza um corpo, uma alma e um espírito.

Aporias judiciárias
As aporias judiciárias dizem respeito às contradições e becos sem saída dos procedimentos que os advogados e magistrados muitas vezes cometem, no afã de querer atingir a justiça, transgredindo a hierarquia e o bom senso na condução dos processos. Infelizmente, isto vem acontecendo há longo tempo nos tribunais brasileiros, comprometendo assim a legitimidade da justiça.

Miguel Reale
Os algoritmos na obtenção da fé
A partir do conceito de algoritmos, ou seja, os processos dinâmicos que orientam a consecução de qualquer tarefa, (como no caso da combinação dos ingredientes de um bolo), ou em matemática (os elementos que estabilizam as relações), podemos verificar que, no caso da obtenção de nossas crenças, a partir de suas dimensões transcendentes, inclui também mecanismos que se enquadram como um esforço combinado.

“Algoritmo é a lógica da programação”, por Al Khwarism, matemático árabe do séc. IX