A tríade que fundamenta o universo

Torna-se muito fácil perceber que o Universo possui, desde as suas origens, uma estrutura consubstanciada em três dimensões, ou seja, uma estrutura energética, uma estrutura microcósmica e uma estrutura consciente, refletidos numa interligação de mútua dependência, de tal forma que uma dimensão, sem as características das demais, perde o seu significado.

Santo Agostinho

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O ônus da criação

Como se pode constatar, a criação se constitui à custa de um esforço antinatural atuando na contramão da presença do nada e a novidade que ela cria a partir do surgimento cósmico submetido pela degenerescência, fruto da entropia. Representando o aparecimento de um rompimento espontâneo no equilíbrio inercial, dessa forma, ela significa o novo que luta para se constituir. O mesmo ocorre em todas as transformações químicas ou físicas existentes na Natureza, refletida no fenômeno da perda de energia, que significa o decaimento da força vital.

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A mudança de paradigmas

Diante da infinidade de plataformas que compõem a realidade do Universo, o importante não é a dispersão de nossos conhecimentos sobre ele em setores diferenciados, mas tudo fazer no sentido de unifica-los em proveito de uma compreensão humana condizente com nossos anseios de obtenção de uma hermenêutica que inclua todos os seus aspectos.

D. H. Lawrence

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O que o Espírito nos proporciona

Além de nos proporcionar criatividade, racionalidade, sentimento e liberdade, são notáveis as implicações do Espírito com o mundo material, de tal forma não ser possível a sua formulação sem a sua implicação. Dessa forma, torna-se possível enumerarmos as contribuições que Ele nos dispensa como diferenças fundamentais no sentido de percebermos como se torna importante a Sua presença, alterando nossos limites materiais.

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Noosfera, reino do espírito

A palavra sânscrita Nous foi usada primeiramente pelo pensador grego pré-socrático Anaxágoras de Clazomenas, sec V a. C. através do qual o Universo seria formado por homeomerias ou sementes vitais, através das quais tudo se formava. A partir de então, a palavra noosfera tem sido utilizada como o lado espiritual da realidade.

Pierre Teilhard de Chardin

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Dicotomia paradigmática

Nossa mente consegue, em capacidade própria, distinguir entre a matéria e a espiritualidade, duas diferenças fundamentais da realidade: de um lado o mundo material, de outro a consciência, um aparato virtual cuja essência consiste em captar as formas das coisas, em seu componente abstrato.

Thomas Kuhn

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O tempo, fenômeno quântico

Henri BERGSON (1859-1941), diplomata e filósofo francês, ficou famoso pela distinção que fez entre o tempo sucessão e o tempo duração. O primeiro referido ao aspecto partícula, consiste na sua distinção como presente, passado e futuro, três momentos distintos de sua realidade transformadora. Já o tempo como duração, relacionado ao aspecto onda, diz respeito à sua natureza ininterrupta, como um fluir permanente de uma realidade contínua que se transforma sem cessar.

Henri Bergson

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Os fótons de luz estão a vista

Seja durante as tempestades, ou bastando ter pouca luminosidade, nossos olhos podem passar a perceber a luminosidade granular dos fótons, significando uma capacidade peculiar de nossa vista, que pode também perceber a mesma luzidia granular em qualquer obstáculo, mesmo uma parede comum.

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Afastemo-nos de nossas mágoas

Nossas mágoas são como feridas emocionais que nos causam muitos problemas, pois elas acabam por afetar nossos índices de felicidade que a vida natural poderia nos proporcionar. Elas têm origem seja em consequência de nossas doenças, seja pelo hábito corriqueiro de permanecer voltado para o passado, relembrando episódios que nos afetaram negativamente.

São Francisco de Assis

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A deôntica de nossos atos

A palavra deon vem do grego e se refere ao mundo de nossas obrigações, ou o mundo do dever ser. Dessa forma, em sentido remoto, diz respeito aos valores que o exercício de nossa vida deve seguir, se desejarmos que ela tenha sentido. Daí a diferença entre responsabilidade e responsividade, a primeira vindo de fora, a segunda, resultante de nossa vontade.

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