A natureza humana

Como reflexos dos Três Seres Divinos (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo) nós, seres humanos, somos formados por três partes: corpo, alma e espírito, que são imortais. Ora, isto comprova nossa origem divina, não forjada por meios naturais, por sermos constituídos por partes que são completamente distintas entre si: um corpo material, uma alma sentimental e um espírito virtual que ultrapassam todos os determinismos naturais, como nossas dependências materiais, o tempo, o espaço e nossa morte.

Dessa forma, nosso corpo, constituído de células orgânicas, fica reduzido, no momento de seu deperecimento, a átomos que são os constituintes eternos da matéria em geral, como partículas, ondas e gases e cuja duração é infinita, como nos comprova o mundo físico microcósmico. Não obstante, dotados de reações recíprocas, fazem do Universo uma estrutura viva.

Igualmente, com relação a nossa alma, constatamos que ela é constituída por nossos sentimentos, que são valores perenes em nossa realidade psíquica, eternos em suas manifestações, como o amor, a maldade e nosso livre arbítrio, que estão presentes em todas as gerações de humanos, e, por isso, moldam nosso caráter. Daí porque todos nós temos uma vida autóctone, forjando um destino pessoal, irrepetível.

Finalmente, no que diz respeito a nosso espírito, sabemos que ele é a marca de nossa abertura para o transcendente e o transcendental, que são os selos divinos em nossa existência, que os Evangelhos sinalizam com muita clareza: Deus, depois de ter feito a primeira criatura humana, insuflou em suas narinas o sopro da vida, nos tornando pessoas individualizadas (Gen, cap 2, 7).

Assim, habitando um mundo material que para nós se torna estranho, não nos é próprio renunciar a esta compreensão, reduzindo nossa realidade apenas ás suas características materiais, que são os mais pobres em nossa realidade, mas que o mundo moderna insiste em prestigiar, como se os valores e nossa espiritualidade seriam coisas ilusórias, o que representa um claro desvio em nossa cultura. Contudo, incentivar o progresso e a riqueza não são incompatíveis diante dessa nossa comprovação espiritualizada, ficando apenas faltando uma mudança de perspectiva em nossas vidas, uma prática de vida mais coerente à nossa natureza. Nos valores e em nossa espiritualidade, eis os objetivos que uma prática cultural triádica deveria perseverar.