“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8 12). Todos nós vivemos prisioneiros de nossas impressões sensíveis, presenciando uma realidade que se torna pobre por não podermos ultrapassa-las. Não obstante, tudo poderia ser diferente, se repentinamente pudéssemos, por meio de uma revelação, alcançar os verdadeiros motivos de nossa vida.

Pois, segundo o CRISTO, nossa vida só tem uma finalidade, que é a prática do bem. Dessa forma, cada instante de nosso viver deveria ser como um manancial de boas ações, praticadas de forma caridosa, sem visar interesses (KANT). Contudo, nesse nosso mundo econômico e político, ausente de objetivos éticos, é como se nós estivéssemos a cada passo, negando a finalidade de nossa vida.
Como então começaremos a ultrapassar as hercúleas dificuldades a nós impostas pela modernidade? MATEUS 6:28 (texto adaptado) nos indica o modo:
“E por que vos inquietais com tantas coisas? Olhai os lírios do campo como eles crescem, e não trabalham nem fiam. E vos digo que nem mesmo Salomão, em toda sua glória, se vestiu como qualquer deles. Pois, se Deus assim cuida da Natureza, cujo fluxo é aleatório e instável, não cuidará muito mais de vós, pessoas de pouca fé?”
De fato, o que importa realçar é a indicação de como Deus cuida de nossas vidas, que como seres dotados de espiritualidade, ficamos cientes de nossas fraquezas, porém como filhos e herdeiros de Suas preocupações. Dessa forma, como procederemos, a partir dessas realidades?
Em primeiro lugar, abandonar nossas preocupações imediatas, não lhes concedendo importância, senão aquelas consentâneas com nossos saudáveis interesses. Habituarmos às práticas periódicas de meditação, necessárias aos processos constantes de nossa reavaliação pessoal em nossos atos. Orar continuamente, confiante de que cada momento é resultado de uma graça especial a nós concedida. Conceber a realidade dos males que nos afligem como resultado das circunstâncias naturais da existência, sempre orando que tenhamos condições de superá-las. Os males são a oportunidade que Deus nos concede de conseguirmos reavaliar as nossas condições humanas, frágeis, mas ricas em experiências transformadoras.