De acordo com THOMAS YOUNG (1801), como a natureza quântica da luz permanentemente oscila como onda ou partícula, podemos concluir também que nossa personalidade varia de aspectos, nos tornando ora presos à nossa materialidade (partícula), ora propensos à nossa espiritualidade, como ondas na imprecisão em nossas tendências, nos determinando assim como seres submissos a uma ordem natural que se expressa desde o microcosmo.

Thomas Young
Dessa forma, presos a nosso corpo como partícula, a materialidade de nossas experiências tende a nos tornarmos meros animais inteligentes e nos forçando a submeter nossa espiritualidade como submissa a uma condição subalterna, de pouca importância na condução de nossos interesses imediatos.
Não obstante, importa que alimentemos nossa espiritualidade de uma forma mais intensa, para assim podermos usufruir de seus benefícios, que como ondas oscilantes de uma natureza superior, nos permita alçar na convivência de um mundo de valores que nos tornam capazes na ultrapassagem de nossos estreitos limites da materialidade.
Este, pois, representa um salto quântico ao qual devemos nos esforçar, se quisermos ser merecedores da oscilação ondular de nossas virtudes, como constituindo os verdadeiros motivos de estar merecendo a vida que nos foi concedida pela Providência Divina que nos ultrapassa.
Eis, pois, de que forma as oscilações quânticas se tornam úteis diante da normalidade de nossa vida, colocada diante de nós de uma forma aparentemente aleatória, mas que por sua natureza quântica, merece uma consideração com fundamento explícito em seus determinismos, fruto de condições que exigem uma consideração especial por sua ocorrência.
Dessa forma. em condições finais, somos levados à conclusão de que o progresso científico comprovado no âmbito da física quântica, nos oferece a oportunidade de considerar nossa realidade sensível de uma maneira completamente diferente da que observamos normalmente, implicando que devemos ser dóceis a uma perspectiva não determinística da realidade, produto de uma sucessão de acontecimentos cuja efetivação se dá de uma forma não prevista pelo acaso, implicando aceitar como forma natural de apreciação, uma realidade transcendente que a condiciona. Nossa prevalência como onda espiritual é, assim, uma vivência transcendente que devemos cultivar.