Noosfera, reino do espírito

A palavra sânscrita Nous foi usada primeiramente pelo pensador grego pré-socrático Anaxágoras de Clazomenas, sec V a. C. através do qual o Universo seria formado por homeomerias ou sementes vitais, através das quais tudo se formava. A partir de então, a palavra noosfera tem sido utilizada como o lado espiritual da realidade.

Pierre Teilhard de Chardin

Ora, pela física quântica, o espírito representa o lado onda da luz, aquele outro lado não materializado das partículas, que constituem a natureza bipolar dos fenômenos luminosos. Dessa forma, caracterizar o espírito como o aspecto etéreo e virtual da realidade é submetê-lo a um condicionamento completamente diferente daquele da materialidade.

Quais seriam, pois, as características desse reino eterno de manifestação espiritual? Em primeiro lugar, ele é o mundo de nossa racionalidade, através do qual produzimos conhecimento, possibilitado pelo alcance de nossa capacidade mental, através da qual nos tornamos capacitados em produzir ideias abstratas, não materiais.

Outra característica do reino espiritual está presente em nossa capacidade de inovação, uma criatividade original que transforma continuamente a realidade. Se dessa capacidade resultam obras para o mal, isto só pode ser fruto das investidas do travestido, comprometendo a índole benfazeja de nosso subconsciente.

Dessa forma, orientados para o bem, produzimos sentimentos de valor e benemerência, enriquecendo a humanidade do que seja necessário a sua sobrevivência. Afeto, amor, respeito à dignidade das pessoas, caridade, são os valores que precisamos praticar a cada instante de nossas vidas.

Por fim, importa respeitar a liberdade de toas as pessoas em seus propósitos com vistas à obtenção de suas felicidades, algo que deveríamos contribuir para o seu atingimento. A vida social deve contribuir efetivamente para que todos possam viver sem obstáculos ideológicos que acabam por escravizar as pessoas. Em conclusão, o reino do Espírito é acessível a todos quanto dele se aproximam, uma dádiva divina a nós concedida pela Providência que dirige nossos destinos.