Eclosões de imortalidade

Segundo o pensador neoplatônico PLOTINO (séc. III d. C), a unidade (UNO) se encontra envolvida numa  experiência mística refletindo perenidade, por ser indivisível. Sem dúvida, podemos constatar isto também no microcosmo, dentro do qual as micropartículas são eternas, por serem  indivisíveis em suas ondulações, tornando também nosso corpo imortal, formado de átomos que são.

Plotino

Na continuidade, o princípio de LAVOISIER de que na Natureza nada se cria nem se perde, mas tudo se transforma, necessária se torna nossa objeção de que, ao contrário, cada instante do Universo é um milagre constante em sua sustentação, apesar do surgimento do imprevisto. Não obstante, necessário se torna esclarecer que o dito do sábio francês, quando foi dito, se referia  apenas ao mundo químico. Dessa forma, tudo aparenta se transformar sem se modificar.

No que diz respeito a nossa alma, ela representa o íntimo de nossa individualidade. Ela é a morada do Espírito, fazendo brotar em nosso coração os sentimentos de amor, dever, lealdade, humildade, perseverança, afeto, etc; cria nosso pensamento, as relações de causa e efeito, a ciência e a admiração pela Obra da Criação.

A alma nos aproxima de Deus, tornando-nos dóceis no acolhimento de nossas condições de criaturas. o que nos leva a perguntar o que acontece com nossa alma, depois que ela se separa de nosso corpo. Vejamos algumas conclusões: nossa alma, por ser etérea em sua realidade, antecipa a nossa imortalidade como seres viventes  que nunca morrem, garantindo assim a nossa condição de seres criados por Deus, que não permite a prevalência de nada que não seja o bem e o sucesso de Sua criação.

Abrindo nosso coração para o divino, nossa alma nos permite considerar, desde já, nossa permanência além da morte, por termos sido criados por um Criador que é poderoso em Suas Plenitudes, eliminando todos os efeitos negativos criados por nossos limites naturais e pela nossa civilização, que pratica o mal constantemente. Corroborando, no que diz respeito ao tempo, a experiência do instante eterno nos indica que o passado é fruto apenas de nossa memória, enquanto o futuro representa somente nossas antecipações do que poderá vir a ocorrer, o que nos indica que o tempo não existe como passagem, por nos encontrarmos imersos somente no agora. Assim, como uma hipótese cada vez mais aceita entre os cientistas,  o Universo passa a ser imortal em sua duração.