A vida transcendente

A Vida contém propriedades que vão além dela . Muitas pessoas insistem em considerar a vida como um epifenômeno da química orgânica, o que evidentemente não é o caso, pois suas características ontológicas ultrapassam as meras condições proporcionadas pela matéria. Dessa forma, suas propriedades nos sugerem as seguintes características:

Rodin

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A natureza humana

Como reflexos dos Três Seres Divinos (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo) nós, seres humanos, somos formados por três partes: corpo, alma e espírito, que são imortais. Ora, isto comprova nossa origem divina, não forjada por meios naturais, por sermos constituídos por partes que são completamente distintas entre si: um corpo material, uma alma sentimental e um espírito virtual que ultrapassam todos os determinismos naturais, como nossas dependências materiais, o tempo, o espaço e nossa morte.

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Os éons da eternidade

Em grego bíblico das igrejas antigas, a palavra éons faz referência aos longos períodos da evolução cultural da humanidade. Na continuidade, os éons da temporalidade são os laços que sustentam as relações do tempo com a eternidade. Como saltos quânticos, eles representam nossas mudanças de atitude perante nossa vida, necessárias a nos indicar como podemos evoluir em nossa espiritualidade.

Jürgen Moltmann

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Por que acolher o espírito

A vida terrestre é aquela cujos ideais são limitados às forças físicas que nos dominam. Apesar de nossos sonhos contidos em nossas vivências, há muitos aspectos naturais que frustram nossos objetivos, condenando-nos a sermos reféns dos infortúnios que nos assaltam. Por isso, ela nos decepciona sob muitos aspectos.

Platão

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Tudo está pré-determinado

Para entender isso, importa inicialmente fazer a distinção entre nossos aconteceres ocorridos a curto prazo e aqueles ocorridos a longo prazo. No curto prazo, a influência de nossa vontade parece ser a que prevalece na escolha de nossos atos. Com isso, fica reconhecido nosso livre arbítrio. Não obstante, no longo prazo, a sucessão dos acontecimentos que nos atingem, nos leva a reconhecer a ocorrência de coincidências não dependentes de nossa vontade e que acabam por decidir nosso destino.

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Opostos em conexão

Chama-nos a atenção o fato de que, na Natureza, tudo está relacionado, não havendo uma única ocorrência que se processe de forma isolada. Em acréscimo, as transformações ocorrem de forma oposicional, numa dinâmica de superação e desenvolvimento. Em consequência, cabe a nós reconhecer a necessidade de um ATRATOR, imprescindível para realizar a superação das contradições, e alcançar o equilíbrio e a superação de todas as oposições. Para tanto, importa-nos elencar alguns exemplos de conexões consideradas contraditórias:

Albert Einstein

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Ressonâncias mórficas

Foi o biólogo RUPERT SHELDRAKE em sua obra “Ciência Sem Dogmas” (Ed Cultrix, SP, 2014) que constatou a presença de ressonâncias mórficas, ou seja, a repetição das vibrações de objetos em torno de outros, provocando o surgimento de reações antecipadas, precipitando assim a sua concretização em menos tempo. Trata-se aqui, de experiências abstratas só detectáveis por meio de nossa capacidade espiritual.

Rupert Sheldrake

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As causas determinantes

No transcorrer dos fenômenos, o que se observa é a verificação de que, em cada acontecimento, há uma série de fatores que concorrem para a sua eclosão. Não obstante, a prática das ciências tende a levar em conta apenas uma causa principal, como forma de pesquisa esclarecedora do fenômeno, contribuindo assim, para facilitar a sua devida compreensão.

Heráclito

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Imanência e transcendência do amor

PLATÃO, filósofo grego do IV sec a. C., no seu diálogo BANQUETE ou SYMPOSIUM , trata o amor de uma forma abrangente, caracterizando-o como escadas para nossa ascensão até o amor absoluto e desinteressado. Então, estamos diante de um fenômeno que é em princípio puramente sexual, necessário à procriação da prole, mas que só se completa à maneira de SÓCRATES, como doação espontânea de afeição. Mais tarde, os autores passaram à distinção entre o amor filial (philia), o amor sexual (eros) e o amor ético (ágape), como as principais diferenças que o coloca como essencial á perfeição humana.

Rumi, místico árabe

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As concretudes do virtual

Virtuais para nós são a percepção do espaço e do tempo, o sentir de nossa vida como vivência; nossos sentimentos, como o amor, a culpa, nossas infidelidades; a sucessão dos números, a percepção de nosso eu como substância e espiritualidade abstrata. Dessa forma, é pela presença de um Espírito em nós que conseguimos atingir a realidade do mundo virtual, ou seja, a concretude dos fenômenos etéreos, não materiais.

Jorge Luis Borges

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