Como se sabe, os átomos envolvem em sua natureza, tanto o lado positivo (prótons), como o aspecto negativo (elétrons), dos quais resultam dois aspectos aparentemente opostos envolvendo toda a realidade. Dessa forma, tornam-se variados os aspectos ondulatórios do macrocosmo, como reflexos naturais daquela dicotomia.

Werner Heisenberg
E como primeiro reflexo daquela oposição, temos em nós o dualismo corpo e alma, duas realidades que aparentemente vivem em conflito, mas que, através de nossa inteligência, torna-se possível uma conciliação, harmonizando-os. Dessa forma, nossa alma, subjetiva, consolida-se como uma atividade espiritual, cujos reflexos em nossa materialidade são preponderantes, face sua imissão envolvente no todo de nossa natureza.
Um segundo sinal do caráter ondulatório da realidade envolve a incerteza das previsões dos determinismos que envolvem a natureza, no pressentir a eclosão dos acontecimentos, que geralmente ficam submetidos a uma aleatoriedade inexorável, tornando imprecisos os resultados esperados. Quem investigou o indeterminismo quântico foi o físico WERNER HEISENBERG, no século passado.
Dessa forma, a superação de tais imprecisões só pode ser conseguida através de cálculos matemáticos, que constatam que a realidade, na verdade, se sustenta num fio de navalha de notável sintonia fina, o que justifica nosso apelo a uma Providência Divina, como base de sustentação do equilíbrio universal.
Outro aspecto do indeterminismo que nos afeta diretamente é o referente aos significados dúbios de nossas palavras, como falhas inerentes a nossa racionalidade, que sofre constantemente com os paradoxos ou os sentidos duplos dos significados, causando muita confusão em nosso linguajar. Como exemplo, se todos os cretenses são mentirosos, aquele que isto afirma nunca pode dizer a verdade, que é apenas uma mentira (sic). Igualmente, o que ocorre em nossa concepção sobre o tempo, pois se só existe o agora, não há por que nos preocuparmos nem com o passado e nem com o futuro, que se constituem apenas como imagináveis, sem terem realidade concreta. Em consequência, vivemos envoltos apenas em ondulações quânticas, que só podemos superar por meio de uma fé que permaneça inabalável em nossas crenças, e que estejam em outro nível, de transcendência, superando os limites contraditórios da realidade.