Da mesma forma como a física quântica estabelece a influência do observador determinando a reação das micropartículas, assim também o Universo parece evoluir e se transformar a partir da presença de um Criador e Observador Cósmico, necessário na determinação de seus caminhos evolutivos, sem os quais eles resultariam apenas no caos.

Sem dúvida, há na verdade uma Trindade que determina a origem de todos os fenómenos cósmicos, a partir da bifurcação da luz em fótons e elétrons, que se tornam presentes apenas a partir de um Observador que os observa, sem o qual o fenômeno não se constata.
Dessa forma, somos conduzidos, de imediato, a verificar a similitude existente entre estas verificações científicas e os princípios de nossa fé, que estabeleceram a realidade primária de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, como as fontes essenciais de nossa realidade criada. Esta não é apenas uma realidade fortuita, mas constitui-se como uma antecipação, agora confirmada pela ciência.
Ora, conceber DEUS como o Criador e Observador vigilante de um cosmos impregnado de paradoxos e incertezas, significa compatibilizar numa mesma origem o micro e o macrocosmo como duas realidades que possuem uma mesma fonte, significando o Universo como produto de um só esforço, que na sua evolução, resultou no surgimento de uma raça humana espiritualizada.
Assim, pela contribuição da ciência, sentimos o fortalecimento de nossa fé, que se apresenta agora em bases mais evidentes, não apenas de convicções, mas de constatações reais em seus propósitos. Pois que a verdade é uma só, não há por que separar ciência e fé, como desejaram Sto Tomás de Aquino e tantos outros santos da Igreja.
Dessa forma, o indeterminismo quântico que afeta o mundo real passa a ser considerado como uma circunstância provisória na determinação dos caminhos a serem perseguidos, pela presença diuturna de uma Providência sempre atuante, aumentando assim nossa confiança nos destinos transcendentes da criação. Assim, despojados de nosso orgulho, nos importa apenas acolher os mistérios que envolvem a natureza do mundo criado, tornando-nos dóceis no acolhimento de uma verdade constatada pela ciência. Sermos gratos por tantas coincidências é o mínimo que podemos sentir pelo fato fortuito de nossa existência.