As relações de nossa mente com nosso corpo tem sido um problema recorrente na ciência, mas agora, com as descobertas da física quântica, o discurso tende a se tornar mais racional. O milagre do aparecimento do corpo humano após nove meses de gravidez é um fenômeno que tem preocupado os cientistas. Como se torna possível a transformação de dois gametas em conjunto produzir tamanha transformação?

Deepak Chopra
Que forças são capazes de criar órgãos diferenciados para permitir que um corpo orgânico possa se mostrar em funcionamento integrado? Nem a física e nem a biologia, por si sós, não teriam a capacidade de promover tais resultados, requerendo a interferência de algo mais, um esforço quântico na diferenciação das células que constituem cada órgão.
Isto ocorre por meio de informações diferenciadas de neurotransmissores, os neuropeptídios que, produzidos no interior das células, atuam de forma quântica produzindo modificações na estrutura celular. Este funcionamento é semelhante ao que ocorre no macrocosmo, quando verificamos com o que sucede quando observamos um objeto: em nossa ausência, estaria ele ainda lá?
Em consequência, a Natureza para nós passa a significar um arranjo de sustentação precária, não fosse a presença de fenômenos virtuais que a sustentam. Ora, uma virtualidade que não é aleatória representa a presença de algo espetacular, só possível por meio de um Poder Transcendente que a sustente, aumentando assim nossa fé de que o Universo não é produto de fenômenos newtonianos, mas sim de singularidades quânticas que se estruturam.
Dessa forma, os fenômenos quânticos relacionados a nosso corpo passam a significar algo não natural, pela forma que, em diferentes estímulos possam produzir um corpo vivo depois de nove meses. Pois é sua complexidade criativa que nos assusta, nos induzindo a pensar um universo humano desejado por forças induzidas no seio da realidade, pois o Universo não teria sentido sem a presença de Algo Espiritualizado, necessário para assim justificá-lo. Como disse o salmista, o milagre da criação não tem precedentes, por ser o desejo de Alguém acima das fortuidades dos fenômenos. Ora, a mecânica quântica repousa justamente neste indeterminismo.