Henri BERGSON (1859-1941), diplomata e filósofo francês, ficou famoso pela distinção que fez entre o tempo sucessão e o tempo duração. O primeiro referido ao aspecto partícula, consiste na sua distinção como presente, passado e futuro, três momentos distintos de sua realidade transformadora. Já o tempo como duração, relacionado ao aspecto onda, diz respeito à sua natureza ininterrupta, como um fluir permanente de uma realidade contínua que se transforma sem cessar.

Henri Bergson
Como produto de nossa espiritualidade, o tempo é uma síntese mental não presente na natureza material da realidade, o que chamou a atenção de STO AGOSTINHO em suas reminiscências literárias. Não encontrando uma resposta intelectual que pudesse explicar sua natureza.
Por isso, uma abordagem quântica de sua realidade nos parece mais adequada para esclarecer sua realidade complexa, procurando justificar as transformações naturais.
Como seria então uma abordagem quântica do tempo? Um fenômeno provisório, cuja conceituação só seria concreta por alguém que esteja preocupado em descobrir sua natureza, sem encontrá-la. De natureza virtual, o tempo é um fenômeno puramente espiritual, mas vincado de forma intrínseca na realidade material, nos demonstrando, de forma privilegiada, como nosso espírito transforma radicalmente a aparência das coisas, revestindo-as de um éter especulativo, mas concreto em suas implicâncias factuais.
Dessa forma, o paradigma quântico, surgido no início do século passado, nos desponta como possuindo uma potencialidade antinatural, nas aparências complexas da realidade circundante, que produz efeitos que anulam os determinismos vigorantes no mundo macro, nos indicando a natureza peculiar do mundo microcósmico, completamente diferente em suas reações, quase milagrosas. Assim, admitir o tempo como uma realidade quântica, representa colocá-lo como um fenômeno espiritual, dentro do qual fica confirmada sua realidade apenas presencial, o momento sagrado de seu instante. Suas características virtuais estão a nos indicar a sua existência além dos sentidos.