Segundo os cientistas atuais, o Universo, em sua essência, tem que ter um substrato espiritual, como condição para que pudesse se organizar e evoluir, pois é constituído, em sua realidade última, de forças contraditórias bastante excludentes, não fosse ele a manifestação divina que, em si mesma, é o milagre do habitat natural do Criador, presente velada ou explicitamente em tudo que acontece. Continue lendo
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A realidade, além dos cinco sentidos
O conhecimento humano, por não ser de natureza concreta, mas sim virtual, encontra-se afinado com uma percepção translúcida da realidade, oferecendo margens para que possamos atingir níveis inusitados de espiritualidade, dependendo apenas de nosso aprendizado em perceber a realidade de forma não apenas em sua aparência como sujeito/objeto, mas ao contrário, como a manifestação de algo milagroso, a oportunidade para que as coisas possam ter lugar, a partir da intuição do ser que se coloca em vez do nada. Continue lendo
A mística na rotulagem do saber
O uso popular da palavra rótulo acaba por enfraquecer o que este realmente pode significar em termos de originalidade na construção do saber. Assim, rotular algo, na linguagem comum, é muitas vezes, revesti-lo de um significado pejorativo, geralmente implicando preconceitos e estereótipos apressados, que acabam apenas por comprometer o seu verdadeiro significado. Como exemplo, rotulamos toda a classe política como desonesta, o que não deixa de ser um grave sofisma, que confunde a parte com o todo; assim também, ao rotular Deus como juiz, enfatizamos apenas Seu Lado Autoritário, etc. Continue lendo
Formas e rótulos no conhecimento
No Diálogo Laques, Sócrates, tendo exemplificado diversos tipos de coragem, pergunta: ‘O que é aquilo, que estando em todas as coisas, é o mesmo?’ O problema refere-se à origem de nossas ideias ou conceitos universais, que dá condições para que nossa inteligência capte as identidades, superando as diferenças. Continue lendo
Existência e transcendência
A transformação da matéria em consciência é o maior presente que a Natureza poderia nos oferecer, o milagre destinado doravante a colocar sobre os ombros da humanidade o trabalho ingente de ter de compreender, aperfeiçoar e evoluir o próprio Universo como um todo. Este é o desafio de todos nós, os viventes da espécie humana! Continue lendo
Os rótulos expressam espiritualidade
Admitindo que a obtenção de nossos conhecimentos não se dá apenas pela excitação isolada dos sentidos exteriores, constatamos que qualquer apreensão viva da experiência cognitiva depende da montagem de um quadro circunstancial de inter-relações que ora denominamos rótulos, ou seja, arranjos semióticos de expressão e conteúdos significativos. Continue lendo
A arte na rotulagem espiritual do Universo
O ser humano, em sua vivência histórica, traz em si esta preocupação de procurar as melhores imagens que possam refletir suas impressões imediatas a respeito de tudo que existe e, para tanto, tem formulado rótulos, concretos ou abstratos, como formas corriqueiras de expressar sua criatividade, o que não deixa de ser uma tarefa peculiar de nosso espírito, que transcende naturalmente o mundo sensível. Continue lendo
Semiótica e conhecimento através de rótulos
Como ciência da transmissão de significados, a semiótica desempenha um papel fundamental na formulação dos rótulos mentais, compondo quadros de amostragens cheios de variedade e criatividade, tornando a captação da realidade, por nosso espírito, um trabalho de arte e composição dependentes apenas de nossas disposições interiores (insights). Continue lendo
Vamos rotular o Papa Francisco?
Segundo o dicionário, rotular é a operação destinada a identificar um produto, uma pessoa ou acontecimento. Não obstante, o tema, corriqueiro em nossas atividades mentais, tem sido pouco explorado dentro das perspectivas da teoria do conhecimento, o que está a merecer um tratamento mais acurado. Continue lendo
Os opostos se complementam
Quando o hagiógrafo colocou no início do livro do Gênesis ‘No princípio criou Deus o céu e a terra’, nossa curiosidade é logo dirigida a perguntar sobre o que existia antes. A ideia induzida é a do nada, que de fato não tem nenhuma consistência, pelo fato de que o nada nunca é, pois se fosse, nada teria sido. Dessa forma, a ideia do nada, contrario sensu, supõe a condição da existência de um Tudo Inicial que a sustenta. Continue lendo