A elisão do tempo

Concretamente, todos vivemos imersos na temporalidade. Não obstante, nosso espírito nos capacita a experimentar momentos de superação de suas mutações, pelo êxtase inerente causado pela experiência única de nos sentirmos estáticos e superiores ao tempo.físico, sensível e quantitativo. HENRI BERGSON, pensador francês (1859/1941), foi quem nos legou a diferença entre tempo duração e tempo sucessão, o primeiro uma experiência metafísica, um salto momentâneo e qualitativo, supressivo da temporalidade escalonada. Continue lendo

Informação e design inteligente

A informação, em primeiro lugar, tem o sentido de um intercâmbio de conhecimento, uma novidade que até então nos era desconhecida, mas também,  tem o sentido de um estofo,  um arranjo prévio sem o qual a colimação de qualquer acontecimento ou concreção, não teria lugar. Em linguagem informática, é o software ou a programação do evento, algo prévio que torna viável o acontecido. Os físicos atuais concluem que todos os fenômenos constituem bits de informação, sem os quais  o Universo não existiria: ‘No Princípio era o VERBO!’.

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A mente humana e seus conteúdos transcendentes

A vida humana possui três dimensões: vida vegetal, vida animal e vida espiritual, em aparente conflito, por se constituírem como etapas dialéticas de uma realidade que se supera, de tal forma que cada uma parece ser autônoma em relação às anteriores. Dessa forma a vida espiritual representa o clímax de sua consistência, apesar de ser virtual e simbólica. Continue lendo

Poesia mística

NO VAZIO DO MEU SER
SINTO DEUS APARECER
COMO LUZ NO AMANHECER
É MILAGRE DE PURO RENASCER

O místico ou o poeta, mais que o filósofo, é aquele que consegue alcançar os mistérios que envolvem os arcanos da criação, por não estar preso aos limites estreitos da racionalidade que impõe limites à investigação filosófica, permitindo o acesso franqueado a todos os aspectos, claros ou obscuros, que envolvem a realidade criada. Continue lendo

A semiótica da espiritualidade humana

Preliminarmente, importa oferecer uma ideia do que é a semiótica e o que ela pretende: foi criada por Charles Sanders PEIRCE (1839/1914), com o propósito de descobrir o sentido das coisas e como elas se tornam compreensíveis para nós, acrescidas de nossos propósitos de comunicá-las. Seus objetivos são, portanto, amplos, pretendendo abarcar tudo o que está envolvido com nosso simbolismo cultural. Continue lendo

A espiritualidade inserta em nossa mente

A realidade, para o ser humano, é um todo de variadas experiências, o que faz de sua vida um emaranhado de episódios dispersos, dando a impressão de um non-sense, algo que afeta hoje a maioria de nossas reações, sejam exteriores ou interiores. Não obstante, nossa intelectualidade é suficientemente dotada para discernir alguns princípios que subjazem como atmosfera de fundo para nos permitir o reencontro com o sentido de tudo. Refiro-me ao fato da espiritualidade estar imersa na Natureza, como estereótipos a gerir a maravilha da criação. São eles os princípios do poder, os sentimentos do fracasso e os impulsos do amor. Continue lendo

A ciência e a sintonia fina da espiritualidade

Sabemos que o Universo só tem sentido para o ser humano, que é dotado de um poder de conhecimento pela sua inteligência, algo aparentemente estranho ao mundo da matéria ou estofo físico que forma todas as coisas. Não obstante, por um estranho paradoxo, nossa inteligência provém de nosso corpo que, por sua vez, depende do mundo material (sic!). Ora, o surgimento de algo tão diferente e em oposição ao mundo físico constitui uma transformação quântica das forças da Natureza, ou como um milagre de algo insuflado pelo Criador, conforme reza a tradição religiosa.

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O Espírito é como um raio de luz

O Espírito dá vida à Natureza e ao meu eu interior como um raio de luz que cria e destrói, recria e reconstrói; é chama de fogo que não se apaga, é como Palavra Divina a dar sentido a todas as coisas. Sem o Espírito, o Universo fica caduco e perde sua razão de ser. Ao ser humano foi dado o privilégio de poder entender isso e criar formas inusitadas de homologia simbólica. Continue lendo

O Espírito, no mundo do ser e do dever-ser

O espírito pertence ao mundo do ser e ao mundo do dever-ser. Quando considerado restrito apenas ao universo das coisas sensíveis, imanente, ele tende a se imiscuir e desaparecer na transformação de todas as coisas, perdendo-se no sem sentido do mundo exterior. Por outro lado, o espírito também envolve o mundo do dever-ser, o mundo simbólico dos valores, sendo, portanto, transcendente a tudo, manifestando-se como o bem, a verdade, a beleza, a arte e a cultura, que são características que envolvem também os processos naturais. Continue lendo