Como simples conjecturas, as ilações performativas são as que resultam da capacidade arquitetônica que possui o nosso espírito, ao formar para si um quadro unificado e coerente da complexa e diversificada rede de fenômenos que nos cercam. Continue lendo
As dimensões perspectivas do Eu
O eu, consciência de si, vivência e conhecimento, realidade anátomo-fisiológica de corpo e reações psíquicas, não pode ter, pela análise da ciência, uma resposta supostamente simples, em virtude de que aquilo que o constitui, não se enquadra num só paradigma, seja ele físico, social ou puramente psicológico. Continue lendo
Acelerador de partículas ou Determinismo e acaso
Segundo EINSTEIN, DEUS não joga dados, refletindo a idéia de que no Universo vigoram as leis absolutas do determinismo, apesar de que, já na sua época, acirravam-se as discussões sobre o caráter probabilístico do micro e do macrocosmo. Para ele, não obstante, tais incertezas seriam provisórias, fruto de nosso desconhecimento ou imprecisão matemática. Continue lendo
A trindade virtual do amor
Os cientistas observam, desde o mundo infra-atômico, que há, na Natureza, duas forças básicas, uma de atração e outra de repulsão orientando a dinâmica da criação e destruição de tudo. Na verdade, é graças ao equilíbrio tenso entre essas forças oponentes que se mantém a harmonia aparente de todo o orbe astronômico, como nos demonstraram EINSTEIN e como já haviam notado, muitos séculos antes, os filósofos gregos PARMÊNIDES e ANAXÁGORAS. Continue lendo
A perspectiva sexual do amor
Abordar os aspectos sexuais do amor constitui-se numa tarefa assaz complexa, por envolver biologia, psicologia, valores e até a religião. Seus impulsos irresistíveis, contudo, parecem encontrar fundamentos na astúcia da Natureza, que vela desesperadamente pela continuação da espécie. Assim, considerado em nível puramente biológico, o instinto sexual realiza a forma menos nobre do amor, pois dependente que fica, desde o início, dos impulsos hormonais. Continue lendo
A matéria da matéria
Perguntar pela natureza da matéria significa abordar um tema ao mesmo tempo muito próximo de nós (todos somos formados de matéria), mas também de elevado cunho científico (pois este é um problema de grande complexidade, por envolver a totalidade da natureza do Universo). Por causa disto, tanto filósofos como cientistas ou mesmo místicos sentem-se autorizados a tecer comentários sobre o assunto. Continue lendo
A gênese dos processos simbólicos
Os símbolos não são apenas objetos ou paradigmas. Na verdade, eles podem ser considerados a categoria fundamental geratriz de nossos conhecimentos, por representarem todas as nossas percepções da realidade, sejam elas ideias, palavras, emoções ou fórmulas matemáticas. Produtos de nosso espírito, os símbolos se nos apresentam criativos, lógicos, emotivos e/ou comportamentais, tudo dependendo da forma como nossa sensibilidade os estruturam. Continue lendo
A experiência extática do espírito
O Espírito, apesar de muito semelhante à alma, com esta não se confunde. A alma (hebraico: nephesh; grego: psyche; latim: anima) é o que mantém o corpo vivente, o princípio interior que faz a pessoa possuir determinadas características subjetivas. É indicativa de individualidade vital. Por isso, quando separada do corpo, pela morte, fica incompleta até reencontrar-se com o seu primitivo corpo (segundo Aristóteles). Por outro lado, para Platão, ao contrário, porque a alma pertence ao reino das formas puras, depois da morte, pode circular livremente no mundo substancial das essências. Continue lendo
A escalada da espiritualidade
Alcançar o convívio com o Espírito é um privilégio concedido a poucas pessoas. Acontece que este convívio, sendo uma experiência extática, exige de nós algumas condições especiais, que infelizmente a maioria das pessoas não consegue alcançar, sejam porque não lhes é concedida a graça (o Espírito “sopra” onde quer), seja porque não conseguem desenvolver a ascese necessária àquela conquista. Continue lendo
A compreensão do saber
Observa-se que, diferentemente dos animais, que agem movidos apenas por suas características biológicas, o ser humano atua na natureza de forma consciente, abstrata e simbólica, o que o torna criador de conhecimentos, teorias, mitos e crenças que ultrapassam os limites de suas contingências, sejam naturais ou biológicas, sejam históricas ou culturais. Continue lendo