Espírito imanente, espírito transcendente

O Espírito está no mundo sem ser do mundo.Só assim torna-se compreensível porque há tanta desproporção e tanta semelhança entre o mundo da matéria e o mundo do espírito. Desproporção, porque enquanto a matéria promove diferenças e conflitos, o espírito anseia por identidades; e semelhanças, pois a matéria é inconcebível sem o mundo do espírito (conhecimento): dessa forma, o mundo é a cifra de nossa espiritualidade. Continue lendo

Diferenças entre razão e símbolos

Em nossas atividades corriqueiras, não nos damos ao trabalho de estabelecer as diferenças entre nossos raciocínios e nossos símbolos. Não obstante, há uma diferença de natureza tão grande entre eles que vale a pena distingui-los. Sendo ambos produtos de nossa capacidade mental, verificamos que enquanto a razão opera em nível demonstrativo, nossos símbolos operam em nível heurístico, isto é, de criatividade virtual. Continue lendo

Caráter trinitário das formas

A caracterização de cada ser ou objeto passa pela nossa capacidade de intuir a feição própria de cada coisa. Na variedade de nossas intuições mentais, as formas constituem o resultado espontâneo de nossa espiritualidade. Isto se dá em três fases, formadas, em primeiro lugar, pela unidade dos aspectos percebidos; em seguida, pela dualidade existente entre o eu e as coisas; e em terceiro lugar, pelo efeito simbólico que gera aquela percepção. São exemplos expressivos: o rosto de Cristo apreendido na disposição das nuvens; as cores que formam a pintura, etc. Continue lendo

As dimensões perspectivas do Eu

O eu, consciência de si, vivência e conhecimento, realidade anátomo-fisiológica de corpo e reações psíquicas, não pode ter, pela análise da ciência, uma resposta supostamente simples, em virtude de que aquilo que o constitui, não se enquadra num só paradigma, seja ele físico, social ou puramente psicológico. Continue lendo

Acelerador de partículas ou Determinismo e acaso

Segundo EINSTEIN, DEUS não joga dados, refletindo a idéia de que no Universo vigoram as leis absolutas do determinismo, apesar de que, já na sua época, acirravam-se as discussões sobre o caráter probabilístico do micro e do macrocosmo. Para ele, não obstante, tais incertezas seriam provisórias, fruto de nosso desconhecimento ou imprecisão matemática. Continue lendo

A trindade virtual do amor

Os cientistas observam, desde o mundo infra-atômico, que há, na Natureza, duas forças básicas, uma de atração e outra de repulsão orientando a dinâmica da criação e destruição de tudo. Na verdade, é graças ao equilíbrio tenso entre essas forças oponentes que se mantém a harmonia aparente de todo o orbe astronômico, como nos demonstraram EINSTEIN e como já haviam notado, muitos séculos antes, os filósofos gregos PARMÊNIDES e ANAXÁGORAS. Continue lendo

A perspectiva sexual do amor

Abordar os aspectos sexuais do amor constitui-se numa tarefa assaz complexa, por envolver biologia, psicologia, valores e até a religião. Seus impulsos irresistíveis, contudo, parecem encontrar fundamentos na astúcia da Natureza, que vela desesperadamente pela continuação da espécie. Assim, considerado em nível puramente biológico, o instinto sexual realiza a forma menos nobre do amor, pois dependente que fica, desde o início, dos impulsos hormonais. Continue lendo

A matéria da matéria

Perguntar pela natureza da matéria significa abordar um tema ao mesmo tempo muito próximo de nós (todos somos formados de matéria), mas também de elevado cunho científico (pois este é um problema de grande complexidade, por envolver a totalidade da natureza do Universo). Por causa disto, tanto filósofos como cientistas ou mesmo místicos sentem-se autorizados a tecer comentários sobre o assunto. Continue lendo