O uso popular da palavra rótulo acaba por enfraquecer o que este realmente pode significar em termos de originalidade na construção do saber. Assim, rotular algo, na linguagem comum, é muitas vezes, revesti-lo de um significado pejorativo, geralmente implicando preconceitos e estereótipos apressados, que acabam apenas por comprometer o seu verdadeiro significado. Como exemplo, rotulamos toda a classe política como desonesta, o que não deixa de ser um grave sofisma, que confunde a parte com o todo; assim também, ao rotular Deus como juiz, enfatizamos apenas Seu Lado Autoritário, etc. Continue lendo
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Curso resumido de história do Paraná
O conhecimento da história se renova a cada descoberta de um documento, um testemunho ou o estudo de uma nova perspectiva dada por um pesquisador. Não obstante, são grandes os obstáculos gerados pelo desinteresse das novas gerações em conhecer a história, como se ela não influenciasse e não fosse a continuação de acontecimentos que estamos vivenciando.
É dessa forma que o empenho da Academia Paranaense de Letras em divulgar e implantar nas escolas o conhecimento da história do Paraná torna-se importante, agora facilitado pela inserção em seu site www.academiapr.org.br de um curso resumido em 18 aulas, com consulta gratuita por professores ou qualquer pessoa desejosa em conhecer a história do Paraná.
Os resumos, escritos pelo acadêmico e prof. Antônio Celso Mendes (cadeira 34), tiveram como fonte de pesquisa principal a obra do historiador paranaense de grande renome, o professor Rui Wachowicz, que pertenceu à Academia Paranaense de Letras, obra essa recomendada como a mais didática e a mais acessível para a compreensão da evolução social e política do estado (História do Paraná. Ponta grossa, Ed Universidade Estadual, 2010, 10ª edição).
O curso compõe-se de 18 aulas, iniciando com uma motivação, um pensamento ou aforismo que reflita o caráter do problema, sendo recomendável que a aula termine com uma reflexão sobre os aspectos passíveis de discussão, tornando-se úteis na consolidação do que foi aprendido.
Dessa forma, a APL apresenta uma importante contribuição à cultura do Paraná, no momento em que se empenha em superar os obstáculos burocráticos que têm dificultado a implantação da disciplina História do Paraná nos currículos das escolas fundamentais e médias do estado, conforme vem defendendo, há bastante tempo, a presidente da APL, Chloris Casagrande Justen.
Assim, vale a pena nos inteirarmos dos principais momentos que marcaram a transformação do estado e da república, como foram o cerco da Lapa, o contestado territorial entre o Paraná e Santa Catarina, entre outros acontecimentos, imprescindíveis no enriquecimento do acervo cultural de cada paranaense consciente de sua cidadania.
Porque a obra do prof Wachowicz encontra-se defasada em relação à evolução recente do estado, em suas transformações políticas e sociais, fomos forçados a procurar autores mais atuais, que nos pudessem oferecer os motivos relevantes e as lideranças que marcaram a história recente do estado, principalmente aquelas advindas no correr do século XX.
Como conclusão, o Paraná nos oferece hoje um panorama cheio de esperanças quanto à solução de seus atuais problemas, o que não deixa de ser o cumprimento da nossas responsabilidades em relação às gerações que virão.
Formas e rótulos no conhecimento
No Diálogo Laques, Sócrates, tendo exemplificado diversos tipos de coragem, pergunta: ‘O que é aquilo, que estando em todas as coisas, é o mesmo?’ O problema refere-se à origem de nossas ideias ou conceitos universais, que dá condições para que nossa inteligência capte as identidades, superando as diferenças. Continue lendo
Existência e transcendência
A transformação da matéria em consciência é o maior presente que a Natureza poderia nos oferecer, o milagre destinado doravante a colocar sobre os ombros da humanidade o trabalho ingente de ter de compreender, aperfeiçoar e evoluir o próprio Universo como um todo. Este é o desafio de todos nós, os viventes da espécie humana! Continue lendo
Os rótulos expressam espiritualidade
Admitindo que a obtenção de nossos conhecimentos não se dá apenas pela excitação isolada dos sentidos exteriores, constatamos que qualquer apreensão viva da experiência cognitiva depende da montagem de um quadro circunstancial de inter-relações que ora denominamos rótulos, ou seja, arranjos semióticos de expressão e conteúdos significativos. Continue lendo
A arte na rotulagem espiritual do Universo
O ser humano, em sua vivência histórica, traz em si esta preocupação de procurar as melhores imagens que possam refletir suas impressões imediatas a respeito de tudo que existe e, para tanto, tem formulado rótulos, concretos ou abstratos, como formas corriqueiras de expressar sua criatividade, o que não deixa de ser uma tarefa peculiar de nosso espírito, que transcende naturalmente o mundo sensível. Continue lendo
Semiótica e conhecimento através de rótulos
Como ciência da transmissão de significados, a semiótica desempenha um papel fundamental na formulação dos rótulos mentais, compondo quadros de amostragens cheios de variedade e criatividade, tornando a captação da realidade, por nosso espírito, um trabalho de arte e composição dependentes apenas de nossas disposições interiores (insights). Continue lendo
Vamos rotular o Papa Francisco?
Segundo o dicionário, rotular é a operação destinada a identificar um produto, uma pessoa ou acontecimento. Não obstante, o tema, corriqueiro em nossas atividades mentais, tem sido pouco explorado dentro das perspectivas da teoria do conhecimento, o que está a merecer um tratamento mais acurado. Continue lendo
Lançamento do álbum histórico do Centro de Letras do Paraná
O Centro de Letras do Paraná, órgão cultural que completou 100 anos em 2012, acaba de lançar um álbum histórico contendo os mais importantes momentos da vida daquele sodalício. Os autores, Antonio Celso Mendes (APL), Ernani Costa Straube (Instituto Histórico) e Paulo Roberto Karam (CL) sentem-se recompensados pela apresentação minuciosa daquela história, acessível agora a todos que valorizam as atividades culturais.
Os opostos se complementam
Quando o hagiógrafo colocou no início do livro do Gênesis ‘No princípio criou Deus o céu e a terra’, nossa curiosidade é logo dirigida a perguntar sobre o que existia antes. A ideia induzida é a do nada, que de fato não tem nenhuma consistência, pelo fato de que o nada nunca é, pois se fosse, nada teria sido. Dessa forma, a ideia do nada, contrario sensu, supõe a condição da existência de um Tudo Inicial que a sustenta. Continue lendo

