Foi o dualismo cartesiano impondo a diferença entre coisa e pensamento (res extensa e res cogitans) que gerou a ideia do antropomorfismo, desintegrando a unidade possível existente entre nós e o Universo, passando a considerar todos nossos conhecimentos como apenas opiniões, sem correspondência na realidade (KANT). Continue lendo
Arquivo do Autor: Administrador
Semiótica e ideais jurídicos
A semiótica ocupa o mundo das virtualidades simbólicas. Convivendo com os esforços de perfeição, harmonia e clareza nas mensagens, sua aplicação se dá em qualquer propósito de estruturação e dinâmica entre diferentesinsights, lay outs (arranjos), paradigmas e saberes que sejam passíveis de unidade e relacionamento sincrônico (ao mesmo tempo) ou diacrônico (em momentos diferentes). Continue lendo
Aplicação da semiótica no Direito
A semiótica, quando aplicada à análise de qualquer fenômeno jurídico, submete-o à consideração de três paradigmas, fundamentais para o esclarecimento integral de sua natureza significativa. Tais referenciais básicos de análise são então: a racionalidade ou a lógica da sistematicidade da dogmática jurídica; sua consistência, em termos de valor ou conteúdo que tais leis possuem; e, por fim, os interesses ou objetivos envolvidos, principalmente no que tange aos propósitos das leis em alcançar a justiça. Continue lendo
Etapas na evolução espiritual
A humanidade, abrangendo tanto as pessoas como as coletividades, na marcha ascendente de sua evolução, vive momentos de variada oscilação, alternando momentos ora mais próximos, ora mais distantes em sua convivência com as realidades espirituais, em virtude da natureza virtual destas últimas, bem como em relação ao maior ou menor incentivo científico, filosófico ou religioso. Continue lendo
Verdades racionais, verdades espirituais
Com o propósito de compreender as mútuas relações e conflitos entre o mundo de nossa razão e aquele do espírito, importa considerarmos que o primeiro é o mundo da lógica e da ciência, enquanto o segundo consiste em nossas experiências íntimas da presença de algo inefável, as vivências virtuais da crença e do simbólico, o mundo dos sentimentos e dos valores. Continue lendo
Psiquismo dividido
O ser humano, tendo diversas experiências diferenciadas, costuma dar perfis autônomos às várias situações que enfrenta durante a vida. Dessa forma, ora somos muito introspectivos, ora somos vítimas inconsequentes de nossos erros exteriores. Assim, nós nos apresentamos divididos a cada reação que temos de desempenhar, ou também a cada situação particular em que temos de agir. Ora, tais rupturas psíquicas indicam falta de unidade em nossos desempenhos, demonstrando quanto ainda precisamos evoluir diante de nossas variadas situações, com vistas a uma integração saudável de nosso mundo interior. Continue lendo
Implicações semióticas entre Direito e Moral
Um breve relance na história da evolução do problema referente às relações entre o direito e a moral vai constatar que perdura certa confusão quando se trata de esclarecer a mútua dependência entre eles. A partir da concepção clássica da integral dependência do direito à moral (Sto. Agostinho), a filosofia jurídica tem oscilado até conceber um total distanciamento entre moral e direito (Kelsen). Ora, uma análise semiótica do problema deverá nos ajudar a esclarecer melhor aquelas relações. Continue lendo
Apologias do incorreto
Nossa cultura pós-moderna anda mesmo revolucionária (no mau sentido). Basta um relance e eis-nos diante de cineastas fazendo elogios a HITLER; cartunistas criando figuras acima do bem e do mal; ministros que ficam ricos através de ‘honestas’ consultorias; supremos tribunais, em puro lance de demagogia, passando a substituir o poder legislativo; é a mídia costumeiramente fazendo alarde das mazelas do mundo; é o império assustador de uma cultura sem rumo e sem valores! Continue lendo
A dialética da fé
TESE: Tudo é muito incerto
Há um fato fundamental a ser reconhecido no transcorrer de nossas vidas e é aquele referente às incertezas que rondam nossos destinos. Ora, tal constatação tem sido objeto de muitas formas de interpretação, das quais podemos destacar duas: a consideração de que tais fatos são resultantes da própria fortuidade do suceder temporal, como puro acaso (antítese); ou, por outro lado, podemos considerar as variadas ocorrências de nossa vida como guiadas por um sentido superior, transcendente (síntese). Continue lendo
Realismo mágico entre o nascer e o morrer
Nossa maneira reiterada de considerar o tempo e o espaço como absolutos, ao modo de ISAAC NEWTON ou de nosso senso comum, leva-nos ao costume corriqueiro de pensar o nascer e o morrer como acontecimentos localizados, como vemos em nossas certidões de nascimento ou nos obituários dos jornais. Continue lendo