A vida, objetivo principal da criação

Quando se fala de objetivos, a ciência não se sente capaz de oferecê-los, simplesmente porque eles ultrapassam os limites de suas pesquisas, sendo uma tarefa exclusivamente humana detectá-los. Dotados de uma capacidade compreensiva e crítica (filosofia), os seres humanos são as únicas criaturas naturais capazes de alcançar uma visão global do que vivenciam, no conjunto de tudo que se manifesta. Continue lendo

Por que não podemos deixar de crer

A crença não é uma opção que dependa só de nossa vontade, pois que encontramos, na Natureza e em nós mesmos, indícios suficientes que a legitimam como uma característica básica de nosso espírito, oferecendo-se a nós como uma graça diferencial. Dispensar a crença por orgulho ou preconceito é uma atitude sintomática de incoerência existencial, motivada por condições culturais distorcidas, ateias, frutos de um orgulho teimoso, que não mais se justifica. Continue lendo

A vida que se transfigura

Não é fácil entender em que consiste a vida. Alimentando-se de sua própria destruição, a sustentação da vida na Natureza se transforma com a contribuição da inteligência humana, atingindo o clímax de sua significação, como algo fundamental a ser preservado, ultrapassando, portanto, os limites de sua autofagia natural. Contudo, diante de suas indiferenças com as individualidades, a vida passa a ser melhor compreendida se a olharmos como um fenômeno abrangente e intrínseco à própria natureza do Universo, transcendendo seus limites pessoais, locais ou temporais. Continue lendo

Deus, uma experiência singular

Como fontes de nossos conhecimentos, é costume identificar três formas ou dimensões na maneira de captarmos a realidade das coisas: uma dimensão obtida através de nossos cinco sentidos, o que nos permite perceber o mundo exterior; uma dimensão mental (racional ou quântica), produto do pensamento abstrato de nosso cérebro, fazendo surgir um mundo de ideias, conclusões racionais e evidências lógicas; e, finalmente, uma dimensão virtual, criativa e simbólica, fruto intuitivo da percepção espiritual e emotiva de nossa subjetividade. Continue lendo

A espiritualidade como experiência virtual

O impressionismo de MONET e o surrealismo de SALVADOR DALI expressam bem o mundo das virtualidades, presentes nas muitas figurações das coisas que percebemos, envoltas num realismo mágico, à mercê das perspectivas com que as vislumbramos. Dessa forma, tais arranjos caracterizam o extraordinário das coisas, ou seja, seus contornos ora precisos, ora inusitados, causados pelas características especiais de nosso espírito, que molda e transfigura nossa visão, permitindo sentir tudo sob a mira do extraordinário e do transcendente. Continue lendo

Por que o ateísmo é irracional

Os ateus acusam os crentes de usarem pouco a razão, quando na verdade é o oposto que ocorre, pois suas teimosias em não aceitar a existência de um Princípio Transcendente para dar conta da existência das coisas parecem mais idiossincrasias ideológicas do que a coerência de uma racionalidade sensata. Continue lendo

Ações provocativas do espírito

Captar a presença de um princípio espiritual condicionando toda a realidade exterior é algo espontâneo e natural, bastando sentir as características intencionais, virtuais e extáticas de que são revestidas todas as coisas. O antropomorfismo não afeta esta percepção, a partir do momento em que passo a perceber a interação existente entre mim e o mundo que me cerca, pois não se trata de uma experiência dualista, como um eu separado do mundo. Continue lendo

Lugares, pressentimentos e tempos virtuais

O espírito humano possui uma qualidade pouco estudada pelos psicólogos, ou seja, a capacidade de intuir ou perceber realidades virtuais, situadas na dimensão simbólica ou onírica. Ora, a existência do pensamento virtual comprova a capacidade desse mesmo espírito em transcender seus condicionantes corporais ou apenas fisiológicos. Continue lendo

Ética clássica, ética quântica

Depois que a física clássica foi substituída pela física quântica, na qual um novo mundo de relações e influências foram impostos à nossa consideração, cabe-nos agora a tarefa de examinar quais são as alterações que elas acarretam no mundo ético, este da compostura de nossos comportamentos. Pois, na verdade, os átomos têm muito a nos ensinar, quando se trata de como devemos agir. Alternando fluxos de energia, ora ondas, ora partículas, os átomos surgem e desaparecem repentinamente, restando apenas os seus efeitos. Ainda mais, só se realizam em combinação com outros átomos, para formar as substâncias e as moléculas, dos quais resultarão posteriormente todos os corpos. Continue lendo