O ser humano, desde o seu nascimento, possui uma capacidade explícita de espiritualidade, expressa em sua volição, ira ou amor, frutos de sua autonomia espiritual, coisas que os demais animais demonstram de uma forma apenas instintiva, nos indicando uma diferença ontológica em sua natureza. ARISTÓTELES, despertado por PLATÃO, foi o primeiro pensador a distinguir com clareza que tudo o que percebemos da realidade é composto por duas categorias distintas, a matéria e a forma, advindas da composição de nosso corpo e de nosso pensamento, que percebem coisas exteriores seja através de nossos cinco sentidos ou também através de nossa inteligência, esta movida por um princípio não material que a determina. Dessa forma, chegamos à conclusão que nossa capacidade de perceber coisas abstratas depende somente de nossa capacidade de pensar, como concluiu mais tarde o pensador francês RENÉ DESCARTES: cogito ergo sum (penso, logo existo).









