SIGMUND FREUD, médico austríaco que viveu no sec XIX e foi o criador da Psicanálise, resolveu apelar para a mitologia grega para explicar o que ele chamou de pulsão para a morte, ou seja, um desejo mórbido que o ser humano possui diante do fenômeno, corporificado na oposição entre Eros x Thanatos, a contrapartida inconsciente do desejo de viver. Não obstante, se este desejo pode ser constatado facilmente nos gurus do Oriente, que vivem esperando apenas morrer, para nós no Ocidente ocorre o contrário, onde todos se apegam à vida de forma sistemática. Continue lendo
Arquitetura antrópica do Universo
O ESPÍRITO, ao criar o Universo, dispõe-no em algumas dimensões diferenciadas, os arcabouços reais e mentais que o constituem. Estas dimensões são comuns a todo o orbe universal , formado pela superposição de um triângulo encimado por um quadrilátero, dando origem ao já famoso número sete, aquele místico da cabala judaica. Assim, tais paradigmas são o ponto, a linha, a angulação, a superfície, o volume, a transformação e as formas, ou seja, uma estática e uma dinâmica que funcionam como sístoles e diástoles no espaço e no tempo. Esta complexidade deve abarcar uma lógica dentro da qual tudo se altera, mas permanece o mesmo, mantendo sua estrutura virtualmente estável.

Coronavírus e seus abalos culturais
Torna-se incrível como uma pandemia, tendo origem num micro-organismo inconsciente, pudesse causar tantas transformações em nosso modo comum de viver. É como se todos nós fôssemos abalados, de repente, por uma ameaça invisível, mas mortífera em seus efeitos. E, de súbito, pudéssemos perceber como é frágil nossa existência terrena, que mesmo em sua aparência estável, pudesse ser interrompida de forma tão despicienda.
As sete dimensões do animal humano
O conceito de dimensão é puramente espiritual, demandando a presença de uma síntese intelectual só presente na consciência humana, o que evidencia a natureza peculiar de nosso ser, que existe como forma de pensar a realidade em sua natureza etérea e só anterior como manifestação biológica ou sensível. Tal ocorre em todos os momentos de nossa existência, cuja dignidade consiste apenas em pensar, segundo expressou PASCAL. Continue lendo
Como o Espírito vê a realidade
Nosso surgimento aleatório como seres viventes, a indiferença da Natureza em estarmos vivos ou mortos, as limitações físicas de nossos sentidos externos, nossa debilidade biológica dependente da matéria orgânica, tudo isso nos leva à conclusão de que nossa realidade substancial não é deste mundo e que existe em nós um princípio de consciência que nos transcende, possibilitando que possamos crer num sentido para tudo que ocorre. Continue lendo
Hologramas quânticos
A ciência moderna sabe bem como lidar com os hologramas, desde que o pesquisador húngaro DENNIS GABOR, em 1947, fazendo uso de um raio laser, fê-lo incidir sobre um espelho semiprateado, que divide a luz em dois ramos, um direto, que vai até uma chapa fotográfica onde se retrata o objeto a ser representado; o outro raio, chamado feixe de referência, incidirá sobre um espelho e, em seu reflexo dirigido ao objeto escolhido, causará uma interferência luminosa em terceira dimensão, criando a imagem holográfica. Por isso, ganhou o Prêmio Nobel de física em 1971.
O Universo dos humanos
Olhado em sua globalidade, o Universo é um conjunto de fenômenos aleatórios, no qual seus momentos só podem adquirir importância se forem avaliados em sua evolução e em suas consequências, o que sem dúvida ele não pode considerar. Ora, isto implica necessariamente a presença nele de um Atrator, que dê direção à sua evolução e do ser humano, para testemunhar tudo que ocorre.

Por isso, importa perguntar se o Universo não é apenas uma ocorrência espiritual, dada suas condições peculiares de se apresentar a nós. Em primeiro lugar, importa perguntar, se na perspectiva de uma cosmologia vertical, não aconteceu um milagre no Universo, com a presença do ser humano, animal e espiritual, dotado de existência e compreensão intelectual, num pequeno e insignificante planeta chamado Terra, integrante de um Universo, que tomado em sim mesmo, só tem significado para o seu Criador. Continue lendo
O espetáculo do mal
Em momentos de crise, fica evidente a oscilação do bem diante do mal, o que leva todos a sentir o fracasso de seus otimismos perante o milagre da vida. Não obstante, a consciência do mal se dá pela presença em nós de um Espírito que nos conscientiza de nossa fragilidade, sendo a Natureza indiferente ao que acontece. Assim, não podemos deixar de constatar que há no Universo um dilema entre sua racionalidade e seus infortúnios, sendo estes o background das forças às vezes demoníacas que nos dominam. Continue lendo
Coronavírus, o parceiro da vida
Segundo PLATÃO, filosofar é aprender a morrer e sua realidade nos é tão próxima que vale a pena meditarmos um pouco sobre o que isso significa e, em momentos de sua intensa ocasionalidade, acelerada pela ação de micro-organismos destruidores, vale a pena tomamos consciência de sua natureza. Num primeiro aspecto, a morte nos é importante apenas a partir de nossa espiritualidade, pois, para os animais, ela nada representa. Também, no mundo das micropartículas, o sumir e o aparecer faz parte de todos os momentos de suas existências e isto ocorre de forma aparentemente aleatória.
Universo, coerente em sua Espiritualidade
A capacidade humana de introspecção nos indica a autonomia da consciência em relação ao corpo, revelando que este é apenas nossa morada provisória. Ora, apesar de nascermos sem consciência reflexa, verificamos que há uma tendência evolutiva, no sentido de consolidar a autonomia do pensamento, o que não ocorre com os outros animais.
Dessa forma, importa reconhecermos que a aprioridade de nossa consciência faz parte de uma transcendência que é a garantia de nossa própria espiritualidade, que nasce com o corpo, tendo origem na própria materialidade que sustenta todo o Universo. Ora, disso resulta que este traz em si, imanente em sua natureza, uma espiritualidade ínsita em seus arcanos. Continue lendo