A holística do Espírito

Uma teoria que envolvesse todos os aspectos complexos que abarcam a realidade teria que dar  explicações de como tudo se relaciona, desde o Big Bang  até a formação dos planetas ou da matéria relacionada ao fenômeno da  evolução, gerando a eclosão da vida; ou como se relacionam as quatro forças que comandam o Universo da matéria, ou seja, a gravidade, o eletromagnetismo e as forças nucleares forte e fraca. Ora, constata-se que isto dificilmente pode ser alcançado, restando apenas aos cientistas o recurso a perspectivas não ortodoxas, ou seja, uma interpretação holística virtual de como tudo se manifesta.

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Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma

A expressão clássica de Antoine-Laurent LAVOISIER (1743/1794), o mágico da química moderna, necessita de alguns comentários hermenêuticos, provenientes  da importância de suas correlações. Sem dúvida, quando LAVOISIER diz “nada se cria”, está se referindo ao fato de que do nada, nada se cria, havendo sempre a necessidade da presença de pressupostos anteriores que determinam os acontecimentos, como ocorre dentro das reações químicas. Da mesma forma, aplicado este princípio a toda a Natureza, temos de recorrer a ARISTÓTELES, que nos afirma que na ordem antecedente das causas, não podemos regredir ao infinito, tendo que parar numa primeira, fundamento da série, sob pena de anular toda a sucessão posterior. Continue lendo

Que são ressonâncias mórficas

O conceito de ressonâncias mórficas foi criado pelo biólogo inglês RUPERT SHELDRAKE (1942), depois das mais recentes descobertas das ciências físicas, como forma de explicar as novas realidades comprovadas no campo da holografia e da teoria quântica, que nos apresentam a realidade de uma forma completamente diferente daquela herdada pelo materialismo dos últimos dois séculos.

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A mística presente nos quatro elementos

EMPÉDOCLES de Agrigento, filósofo grego pré-socrático que viveu no século V AC, concluiu  que tudo no Universo compreende a  combinação de ar, terra, água e fogo. Antes do advento da química moderna, esta teoria reinou soberana  entre os pensadores antigos, de Aristóteles a Tomás de Aquino e representa uma forma incipiente de fazer ciência, com base apenas em observações sensíveis, a categorização imediata de aspectos visíveis, mas nem por isso, carentes de eficácia explicativa.

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Curiosidades quânticas

Como demonstram os cientistas, o mundo dos átomos é completamente diferente do mundo macro, pelas reações inteiramente improváveis de seus efeitos. Ora, isto soa como uma ruptura no mundo do determinismo, abrindo condições para que se tornem possíveis conclusões fora dos padrões ortodoxos das ciências físicas naturais. Daí a simpatia de muitos cientistas para o misticismo oriental e religioso, como aconteceu com EINSTEIN, ERWIN SCHRÖDINGER, WERNER HEISENBERG, AMIT GOSWAMI, entre muitos. Com efeito, podemos elencar oito maravilhas que denunciam o caráter por não dizer estranho das micropartículas:

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Transcendência dos sofrimentos

Todos sabemos que a Natureza é indiferente aos males sofridos por todos os seres vivos, o que remete diretamente a nosso espírito a conscientização de sofrê-los. Não obstante, nosso espírito reluta em aceitá-los, não se conformando com a sua recorrência permanente, o que demanda um apelo às suas origens transcendentes como as únicas formas possíveis de justificá-los, pois para a natureza física, eles nada representam. Continue lendo

O Espírito prisioneiro

PLATÃO, um dos maiores pensadores de todos os tempos, ao procurar compatibilizar o a priori das ideias com o processo de aquisição do saber humano, imaginou que, quando nascemos, nosso espírito sofre uma espécie de decaimento, tornando-se prisioneiro do corpo, de tal forma que nosso saber constitui-se como uma forma de anamnese ou a relembrança do que anteriormente sabíamos, em plenitude. Continue lendo

A força indutora da oração

Na experiência de que nosso espírito é centelha semelhante Aquele cuja transcendência é ao mesmo tempo imanente a tudo que acontece, nossa fé passa a reconhecer que há uma Ordem Superior que comanda todos os acontecimentos, gerando um determinismo cósmico acima de todos os acasos. Ora, este fato torna a prática da oração de uma eficácia antecedente ao que se pede, bastando apenas o fervor com que os  conteúdos sejam invocados.

Orar significa invocar as luzes superiores que comandam o Universo, implícitas que estão  na unidade que compõe o complexo universal. Ora, porque o mundo criado não tem, em si mesmo, as justificativas de sua existência e é nosso espírito que demanda tal questionamento, importa reconhecer que não há diferença essencial entre o todo fenomênico e o que nosso espírito experimenta, demandando apenas nossa disposição em recorrer aos apelos que sentimos por nossas deficiências. Continue lendo

Universos paralelos

Semelhante a uma fábula científica, a  ideia de universos paralelos não constitui uma teoria em si, mas resulta como consequência de certas verificações cosmológicas, o que lhes dá o caráter de  virtual consistência  ou a presunção de suas existências, aparentemente confirmadas  por observações científicas. A fonte de tudo é a transcendência de nossa mente, que não se cansa de constatar a natureza  virtual de tudo que nos cerca.

Assim, a primeira suposição da existência de universos paralelos ou multiversos surgiu da experiência de ERWIN SHRÖDINGER (1887-1961), cientista austríaco, sobre as características da física quântica, na experiência clássica sobre as hipóteses de um gato, preso em uma caixa, que poderá estar vivo ou morto, cuja confirmação se dará somente no momento em que a abrirmos. Para tanto, ele imaginou um gato dentro de uma caixa selada, com um frasco de veneno, material radioativo, um contador Geiger e um martelo.

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Tudo que é virtual

Parafraseando HEGEL, ousamos dizer que tudo que é virtual é também real. Sem dúvida, todos nós, seres humanos, desejamos alcançar coisas concretas, palpáveis, que sejam acessíveis aos nossos sentidos. Não obstante, as coisas não são assim, e nos parecem ser difíceis de serem atingidas. Como diria BERGSON, é como se nossos sentidos não estivessem suficientemente preparados para atingi-las, criando um embaraço em nossas condições naturais de integração com as coisas. Continue lendo