Reflexões sobre a quarta dimensão

A ideia de dimensão não faz parte da Natureza, mas é um produto de nossa atividade mental, que sintetiza uma acuidade em perceber a superfície dos objetos. Dessa forma, torna-se possível a distinção de uma miríade de dimensões em cada observação, sendo que tradicionalmente vivemos envolvidos em três dimensões, distinguíveis pela geometria: ponto ou  linha, plano horizontal (largura), e altura ou profundidade. Não obstante, segundo a teoria das cordas, na microfísica, os átomos se nos apresentam em onze dimensões diferentes (sic).

Continue lendo

Visões do reino divino

O apelo de CRISTO em sua oração ao PAI NOSSO, invocando a vinda de Seu Reino, em cumprimento a Sua Vontade, faz uso de parábolas para explicar a natureza de Seu paraíso (Mt, 13). A intenção é realçar os  aspectos milagrosos que circundam a criação, mas principalmente alterar as condições naturais com que estamos acostumados a sentir a eclosão das coisas e dos acontecimentos, antes de uma forma objetiva, natural  e independente de nós.

Continue lendo

O império do terror

A pós-modernidade tem vivido sob o impacto cruel do terror. Não há mais segurança para ninguém, depois que inventaram as redes sociais e o surgimento de comunidades virtuais incontroláveis em seus propósitos maléficos. Foi isso que motivou a ação ‘heróica’ dos dois jovens de Suzano, que perdidos em seus propósitos de vida, resolveram matar pessoas inocentes, tornando-se assim distinguíveis pela sua ousadia.

Continue lendo

A holística do Espírito

Uma teoria que envolvesse todos os aspectos complexos que abarcam a realidade teria que dar  explicações de como tudo se relaciona, desde o Big Bang  até a formação dos planetas ou da matéria relacionada ao fenômeno da  evolução, gerando a eclosão da vida; ou como se relacionam as quatro forças que comandam o Universo da matéria, ou seja, a gravidade, o eletromagnetismo e as forças nucleares forte e fraca. Ora, constata-se que isto dificilmente pode ser alcançado, restando apenas aos cientistas o recurso a perspectivas não ortodoxas, ou seja, uma interpretação holística virtual de como tudo se manifesta.

Continue lendo

Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma

A expressão clássica de Antoine-Laurent LAVOISIER (1743/1794), o mágico da química moderna, necessita de alguns comentários hermenêuticos, provenientes  da importância de suas correlações. Sem dúvida, quando LAVOISIER diz “nada se cria”, está se referindo ao fato de que do nada, nada se cria, havendo sempre a necessidade da presença de pressupostos anteriores que determinam os acontecimentos, como ocorre dentro das reações químicas. Da mesma forma, aplicado este princípio a toda a Natureza, temos de recorrer a ARISTÓTELES, que nos afirma que na ordem antecedente das causas, não podemos regredir ao infinito, tendo que parar numa primeira, fundamento da série, sob pena de anular toda a sucessão posterior. Continue lendo

Que são ressonâncias mórficas

O conceito de ressonâncias mórficas foi criado pelo biólogo inglês RUPERT SHELDRAKE (1942), depois das mais recentes descobertas das ciências físicas, como forma de explicar as novas realidades comprovadas no campo da holografia e da teoria quântica, que nos apresentam a realidade de uma forma completamente diferente daquela herdada pelo materialismo dos últimos dois séculos.

Continue lendo

A mística presente nos quatro elementos

EMPÉDOCLES de Agrigento, filósofo grego pré-socrático que viveu no século V AC, concluiu  que tudo no Universo compreende a  combinação de ar, terra, água e fogo. Antes do advento da química moderna, esta teoria reinou soberana  entre os pensadores antigos, de Aristóteles a Tomás de Aquino e representa uma forma incipiente de fazer ciência, com base apenas em observações sensíveis, a categorização imediata de aspectos visíveis, mas nem por isso, carentes de eficácia explicativa.

Continue lendo

Curiosidades quânticas

Como demonstram os cientistas, o mundo dos átomos é completamente diferente do mundo macro, pelas reações inteiramente improváveis de seus efeitos. Ora, isto soa como uma ruptura no mundo do determinismo, abrindo condições para que se tornem possíveis conclusões fora dos padrões ortodoxos das ciências físicas naturais. Daí a simpatia de muitos cientistas para o misticismo oriental e religioso, como aconteceu com EINSTEIN, ERWIN SCHRÖDINGER, WERNER HEISENBERG, AMIT GOSWAMI, entre muitos. Com efeito, podemos elencar oito maravilhas que denunciam o caráter por não dizer estranho das micropartículas:

Continue lendo

Transcendência dos sofrimentos

Todos sabemos que a Natureza é indiferente aos males sofridos por todos os seres vivos, o que remete diretamente a nosso espírito a conscientização de sofrê-los. Não obstante, nosso espírito reluta em aceitá-los, não se conformando com a sua recorrência permanente, o que demanda um apelo às suas origens transcendentes como as únicas formas possíveis de justificá-los, pois para a natureza física, eles nada representam. Continue lendo

O Espírito prisioneiro

PLATÃO, um dos maiores pensadores de todos os tempos, ao procurar compatibilizar o a priori das ideias com o processo de aquisição do saber humano, imaginou que, quando nascemos, nosso espírito sofre uma espécie de decaimento, tornando-se prisioneiro do corpo, de tal forma que nosso saber constitui-se como uma forma de anamnese ou a relembrança do que anteriormente sabíamos, em plenitude. Continue lendo