De percepção quase espontânea na Natureza, as relações entre causa e efeito são observadas por qualquer pessoa, mas foram cuidadosamente elaboradas por ARISTÓTELES, que as distinguiu em quatro categorias: causa material, formal, eficiente e final. Posteriormente, SÃO TOMÁS DE AQUINO (sec XIII), utilizou-as em suas provas demonstrativas da existência de um Criador, como forma de explicação para a existência do Universo. Aqui, constatação sensível e conclusão lógica estão em consonância. Dessa forma, como se observa, sempre houve o entendimento da existência de uma reciprocidade concreta (ou às vezes aleatória) entre causa e efeito, estabelecendo uma relação ora determinística, ora criativa entre os dois. Neste caso estão distintas as relações sensíveis e as apenas criadas por nosso espírito.

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