O espanto dos cientistas

De início (séc. XVII), se pensava que as pesquisas científicas iriam destruir a religião, dadas as condições aparentemente contraditórias a tudo que as crenças vinham pregando até então. Agora, com o avanço do conhecimento, as pesquisas cada vez mais aproximam o Universo de Deus, ao serem consideradas as suas condições extraordinárias de ocorrência, implicando a interferência de um Poder Superior para implementá-lo (cfr. KAKU, Michio. A Equação de Deus, SP. Ed Record, 2022).

Pierre Teilhard de Chardin foi um padre jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo francês que tentou construir uma visão integradora entre ciência e teologia.

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Manifesto de cultura espiritual

Uma das mais promissoras conclusões dos pesquisadores atuais é a de que o Universo é um todo orgânico, manifestação de vida em todas as suas nuances, desde as formas mais puras de energia, refletindo força e movimento, no qual o tempo não existe, na forma como nós o concebemos (passado, presente e futuro).

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Reflexões sobre o padecer humano

De início, diremos que a dor e o sofrimento são físicos, enquanto que o mal é metafísico, caracterizando uma distinção preliminar de muitas consequências, pois os primeiros afetam nossa higidez corporal, enquanto o segundo é apenas um labor mental abstrato e, portanto, resume-se apenas numa síntese mental.

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O nascer do Espírito

Pergunta-se se a existência do Universo implica necessariamente a existência de um Criador. Como sabemos pelas pesquisas científicas, a viabilidade do Universo como existente só ocorreu por uma série de coincidências que não possuíam, por si mesmas, as condições possíveis de sua viabilidade, não fosse a interferência de Algo Exterior que as combinasse. Sob a forma de singularidades, tais condições, tomadas isoladamente, jamais teriam condições de sair do caos primitivo em que se encontravam.

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A oclusão do tempo

Não há nada de mais natural, para nós, seres humanos, do que a constatação de que o tempo seja algo de muito real em nossas vidas, pela contínua transformação de tudo que ocorre ao nosso redor. Isto não obstante, atualmente, o astrofísico italiano CARLO ROVELLI, pensador extremamente inovador no campo das últimas pesquisas sobre o Universo, tem declarado que o tempo não existe, na forma com que os seres humanos o percebem, tendo em vista a variedade com que esse mesmo Universo se manifesta, bastando considerar o fenômeno das distâncias e a oclusão repentina dos fenômenos cósmicos.

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A realidade, para nós humanos, não é material

O ser humano, desde o seu nascimento, possui uma capacidade explícita de espiritualidade, expressa em sua volição, ira ou amor, frutos de sua autonomia espiritual, coisas que os demais animais demonstram de uma forma apenas instintiva, nos indicando uma diferença ontológica em sua natureza.  ARISTÓTELES, despertado por PLATÃO, foi o primeiro pensador a distinguir com clareza que tudo o que percebemos da realidade é composto por duas categorias distintas, a matéria e a forma, advindas da composição de nosso corpo e de nosso pensamento, que percebem coisas exteriores seja através de nossos cinco sentidos ou também através de nossa inteligência, esta movida por um princípio não material que a determina. Dessa forma, chegamos à conclusão que nossa capacidade de perceber coisas abstratas depende somente de nossa capacidade de pensar, como concluiu mais tarde o pensador francês RENÉ DESCARTES: cogito ergo sum (penso, logo existo).

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A estupidez humana

A história da humanidade tem sido trágica no que se refere a eliminação violenta de seus semelhantes. Desde que surgiu, o animal humano não se cansa de matar outras pessoas, por motivos pra lá de bestiais. Parece que a alma humana sofre de uma estupidez mórbida pela morte, como bem frisou o Dr. FREUD.

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